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João Moura, corridas de galgos e tudo o que há de errado neste país.

João Moura, corridas de galgos e tudo o que há de errado neste país.

Serão seis as pistas amadoras de corridas de galgos em Portugal e pelo menos 23 os criadores de galgos especializados nesse desporto no país. Há até um campeonato nacional de corridas de galgos. Os animais são sujeitos a “treinos violentos”, normalmente dopados, e quando já não servem para as corridas são abandonados ou mortos.

No treino destes cães usam-se, por exemplo, coleiras electrificadas que dão pequenos choques aos que vão ficando para trás. São-lhes dados esteróides para aumentar a massa muscular – mas que a prazo provocam doenças diversas e patologias do foro psicológico. E nas corridas é normal o recurso ao doping” com substâncias como a efedrina, arsénico, estricnina e até cocaína.

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As corridas de galgos são um negócio secreto que rende muito dinheiro e a que apenas alguns têm acesso. Não há lei que as regule e, por isso, vale quase tudo naquilo a que alguns chamam de desporto. 

TVI acompanhou várias corridas de galgos pelo país e revela os maus-tratos a que estes cães estão sujeitos com treinos excessivos e cruéis, doping e abandono, que muitas das vezes resulta em morte. Veja a reportagem completa.

Família de João Moura diz que galgos estavam doentes e não eram maltratados

O cavaleiro tauromáquico João Moura foi detido esta quarta-feira, 19, por suspeitas de maus tratos a animais. Há cerca de quatro anos a VISÃO identificava-o como o maior criador de galgos do País, um universo, já então, sob as mais graves suspeitas.

Um dos 18 cães que foi, na quarta-feira, resgatado pela GNR da herdade do cavaleiro tauromáquico João Moura morreu esta quinta-feira. Segundo apurou o PÚBLICO junto de uma associação de protecção animal, dois dos animais foram entregues aos cuidados de particulares e os restantes foram distribuídos por duas outras associações. A página Amigos dos Animais Costa de Caparica também partilhou imagens dos cães resgatados ainda no camião da GNR, referindo que um dos animais morreu ao cuidado de uma das família de acolhimento.

Esta quarta-feira, João Moura foi detido pela GNR por suspeitas de maltratar cães. Foi depois libertado e constituído arguido.

A detenção surgiu na sequência de uma investigação levada a cabo desde a segunda quinzena de Janeiro pelo Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente (Sepna) da Guarda Nacional Republicana, que foi alertada para o que se estava a passar na herdade que esta figura da tauromaquia portuguesa tem, em Monforte, pelos colegas de Portalegre. Segundo fonte da GNR, era comum os animais fugiram para a estrada. Numa dessas ocasiões, alguns dos cães foram interceptados pelos agentes no meio da via e ao encaminhá-los para a herdade repararam que já estavam em estado se subnutrição.

Algumas semanas depois, os guardas, que se fizeram acompanhar por um veterinário, apreenderam 18 galgos que se encontravam com sinais de maus tratos. Também o veterinário municipal confirmou nesta quarta-feira que, apesar se tratar de uma raça magra, estes animais estavam abaixo de um peso aceitável. Vários outros animais foram deixados na herdade, por não apresentarem indícios de maus tratos.

Depois do chumbo a associação SOS Animal lançou uma Iniciativa Legislativa dos Cidadãos (ILC) para pedir multas e penas de prisão até dois anos para quem organiza, auxilia ou participa em provas ou campeonatos onde os cães competem. “O que está em causa é (…) sofrerem maus tratos antes, durante e após as corridas, serem abandonados ou encarcerados e forçados a dar sangue o resto da vida, ou mesmo abatidos quando já não servem este propósito de entretenimento humano”, dizia esta associação de protecção animal. Mas a petição não conseguiu reunir as 20 mil assinaturas necessárias para que o tema voltasse a ser discutido no Parlamento, embora não tenha ficado longe desse objectivo.

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