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“Para quê treinar o meu cão ou contratar um treinador, se é para evitar ou contornar o problema em vez de o resolver?!”

“Para quê treinar o meu cão ou contratar um treinador, se é para evitar ou contornar o problema em vez de o resolver?!”

A importância de gerir comportamentos indesejados nos cães.

“Estou a imaginar-vos a lerem isto e a pensar “então para quê treinar o meu cão, e muito menos contratar um treinador, se é para evitar ou contornar o problema em vez de o resolver?!”

Treinadora Alexandra Santos

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O problema que se coloca, ao optarmos por não evitar que os comportamentos indesejados se repitam, é que cada vez que o cão tem oportunidade de os repetir eles são reforçados.

Vamos olhar para a chamada, que é um bom exemplo. Chamamos, o cão vem, damos-lhe um pedaço de frango. O comportamento vir à chamada acaba de ser reforçado. Noutra situação chamamos, o cão não nos liga nenhuma e continua a cheirar árvores. O comportamento desobedecer à chamada acaba de ser reforçado, porque cheirar é um reforço. O que é que ele aprende? Tem um tipo de recompensa se vier à chamada e outro se não vier. Ou seja, obediência funciona e desobediência também.

Existem outros comportamentos cujo reforço é intrínseco. Morder com o intuito de agredir é um deles. Cada vez que um cão morde ocorre no seu corpo uma descarga de adrenalina que é muitíssimo gratificante. É por isso que, quando estamos a resolver um problema de agressividade, é extremamente importante evitar situações em que o cão possa agredir enquanto está a ser treinado.

O processo de treino torna-se muito mais rápido se o cão tiver todas as oportunidades para emitir comportamentos corretos e ser recompensado, e o mínimo possível de oportunidades para emitir comportamentos indesejados ou problemáticos. Chamamos a isto aprendizagem sem erros.

Treinadora Alexandra Santos

Usando uma analogia humana, se uma pessoa quiser deixar de fumar o processo será mais rápido se não tiver cigarros em casa, se não entrar em sítios que vendem tabaco e se não se rodear de pessoas que fumam. Olhemos para mais alguns exemplos caninos da gestão ou prevenção de comportamentos indesejados:

  • Se não queremos que o cão entre no quarto dos miúdos e lhes roube os brinquedos, devemos ter a porta fechada. Em paralelo, vamos ensiná-lo a largar objetos que abocanhe. Neste exemplo estamos a evitar que o cão tenha oportunidade de ter o comportamento errado, e que se auto recompense através de fazer do roubar o brinquedo um jogo em que os miúdos correm atrás dele para o recuperarem.
  • Se não queremos que o cão salte para visitas, devemos recebê-las com ele à trela. Em paralelo, convém ensiná-lo a controlar a sua excitação, andando de volta das visitas (se estiver excitado demais para se sentar) ou sentando-se (se for um cão já com algum auto controlo) para ser cumprimentado por elas. Neste exemplo, ao impedirmos o cão de saltar estaremos a ajudá-lo a aprender a ter comportamentos alternativos que resultem na atenção das pessoas.
  • Se não queremos que o cão roube comida da mesa não devemos deixar lá nada em cima, porque os cães são oportunistas! Os que não roubam pertencem a uma minoria. Para além disso, ter oportunidade para roubar comida contribui para um problema muito incomodativo – pedinchar à mesa!

A Alexandra Santos é autora, formadora, consultora de comportamento canino e professora universitária. A sua especialidade é a resolução de problemas de comportamento pertencendo à classe de treinadores de cães que só utilizam métodos de treino positivo.. Atualmente reside em Lisboa, Portugal.

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